Desidratação: Causas, sintomas, tipos, infantil, em idosos, na gravidez
Diariamente, as atividades e funções naturais do nosso corpo faz com que percamos constantemente água, através do suor, urina e fezes.
Sendo assim, a reposição de água ao longo do dia torna-se extremamente necessária para reequilibrar a quantidade de líquidos no corpo, pois quando há mais água saindo do que entrando, temos a temida desidratação.
E mesmo sendo algo aparentemente fácil de resolver, “é só beber mais água”, muitas pessoas não bebem água na quantidade que deveriam ao longo do dia, o que traz consequências graves como desenvolvimento de doenças, perda de consciência e até morte.
Saiba mais sobre a desidratação em diferentes fases da vida de uma pessoa a seguir.
Causas para a desidratação
São algumas das causas que podem levar à perda excessiva de líquidos numa pessoa:
- Exercícios físicos em excesso, em que houve muita perda de água através do suor e baixa reposição de líquidos ao longo e após as atividades;
- Calor excessivo, pois altas temperaturas também desidratam através do suor; essa reposição deve ser feita durante a exposição ao calor, não somente depois;
- Sintomas de doenças como vômitos e diarreias, pois levam o corpo a perder muitos fluidos na tentativa de expelir algo descontroladamente;
- Sensações que alteram o apetite, como náuseas, pois quem sente tonturas e mal-estar tende a não comer bem nem beber água o suficiente durante o dia;
- Queimaduras e infecções na pele, que tendem a soltar fluidos e podem desidratar uma pessoa, principalmente nos casos mais graves;
- Consequência da diabetes, pois quando os níveis de açúcar estão altos no sangue, o corpo produz mais urina para eliminá-lo, e a pessoa pode se desidratar por tanto urinar e consumir pouca água em paralelo;
- Doenças que têm febre como sintoma, pois a febre aumenta a temperatura corporal e faz com que a pessoa transpire mais.
Sintomas da desidratação
Com a carência de água, o corpo começa a manifestar sintomas que podem sinalizar desidratação desde o nível mais leve ao mais grave. Os principais sintomas sentidos são:
Sede: O desejo por água aumenta na pessoa, não somente por apetite, mas como por necessidade. Nosso corpo sente quando falta água e pede por isso.
Mas a sede não é o único motivador para beber água, pois ela já representa a carência e não uma forma de evitar isso. E não é para beber somente para se satisfazer no momento, sendo necessário beber água em adicional para nos hidratarmos.
Alterações na cor ou na quantidade de urina: Nossa urina é composta por água e outras substâncias em excesso que o corpo precisa expelir. Se estamos desidratados, os rins tendem a reter água, portanto a tendência é urinar menos e a cor ficar mais forte, assim como o odor também.
Quando estamos hidratados, a urina é clarinha e quase inodora; mas quando estamos desidratados, a urina é amarela escura e geralmente tem odor forte. Nos estados mais severos, os rins param de produzir urina para conservar o máximo de água possível.
Fadiga e sono: A pessoa pode se sentir mais cansada facilmente e ter menos resistência em atividades físicas. Para evitar isso que os orientadores físicos e profissionais da saúde dizem para bebermos água também durante os exercícios.
Não somente nos exercícios, em atividades normais diárias o cansaço também é notado. Esse sintoma também traz outros sintomas como falta de concentração, fraqueza muscular e até confusão mental.
Dores de cabeça ou enxaqueca: A perda de líquidos resulta em dores de cabeça e dificuldade de concentração, mas costumam ser sintomas leves e passam logo com a ingestão normal de água potável, em cerca de meia hora.
Alterações na beleza e saúde da pele: Boa parte da nossa pele é composta por água, cuja é responsável pela elasticidade e viscosidade. Logo, ao menor sinal de desidratação a pele já fica opaca e ressecada.
Cãibras musculares: A transpiração excessiva causa perda de eletrólitos no corpo, que é uma mistura de líquidos e sódio, os quais têm muita importância nas contrações musculares. Sendo assim, na falta, pode ser mais comum a ocorrência de cãibras.
Pressão baixa: Quando estamos desidratados, nosso volume de sangue no corpo tende a cair, e isso diminui a pressão sanguínea entre as artérias.
Também é considerado um sintoma leve, sumindo facilmente com a simples retomada de maior frequência em beber água. Se não cuidada logo, pode se transformar em quedas de pressão graves acompanhadas de sintomas mais fortes.
Batimentos cardíacos mais fortes e palpitações: Na desidratação, o coração aumenta os batimentos numa tentativa de equilibrar a falta de água no corpo.
Com menos sangue nos vasos sanguíneos, o corpo busca trabalhar mais rapidamente para entregar sangue aos órgãos e aumenta as batidas cardíacas. Já é considerado um sintoma mais grave.
Tipos de desidratação
Os tipos de desidratação variam de acordo com a perda de água em relação aos eletrólitos:
Tipo 1: Isotônica
Considerado o tipo mais comum de desidratação, principalmente nas crianças. É ligado mais a perda de água e sódio em quantidades semelhantes; perda de água por vômitos e diarreias se encaixam nesse tipo.
Tipo 2: Hipertônica
Nesse caso, a quantidade de água perdida é maior que a de sódio. Pessoas com diabetes tendem a ter esse tipo, e poucos casos pediátricos são relatados. Acontece em casos de febres prolongadas, alta quantidade de suor e até diarreias intensas.
Tipo 3: Hipotônica
Nesse caso, ocorre maior perda de sódio do que de água. Acontece muito com idosos e em pouquíssimos casos pediátricos; geralmente é relacionado a problemas renais, gastrointestinais, má nutrição e até uso de medicamentos diuréticos.
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Tratamentos para a desidratação
Desidratação infantil
Crianças desidratadas demonstram pele e boca rachados, choro sem lágrimas, fraldas secas ou com urina amarela e de cheiro forte e muita irritabilidade. Para reidratar a criança ou bebê, o primeiro passo é dar mais líquidos como leite materno ou água, água de coco, soro caseiro ou outras soluções para hidratar vendidas em farmácias.
Receita de soro caseiro: Em 1 litro de água filtrada, adicione 1 colher de sopa cheia de açúcar + 1 colher de café rasa de sal. A criança deve tomar várias vezes ao dia, cerca de 2 goles por hora. Se o bebê não vomitar, aumentar a dose para 3 a 4 goles por hora.
Ideal levar a criança ao pediatra ou à emergência se no dia seguinte à uma hidratação intensa o bebê ainda permanecer desidratado ou se tiver febre.
Desidratação em idosos
Desidratação em idosos pode aumentar a chance de quedas e infecções urinárias, dentre outras doenças. Para não acontecer desidratação com pessoas idosas, o ideal é gerenciar de forma consciente a ingestão de água, pois com o avanço da idade, a pessoa tende a sentir cada vez menos sede e apetite por água, então desidratação é algo bem comum na terceira idade.
A melhor forma de tratar desidratação em idosos é evitando. Se você convive com um idoso, incentive que ele beba mais água durante o dia, mesmo sem sede; dê de pouco em pouco, nada de copos grandes e cheios até o topo de água; além da água, dê frutas como melancia, melão e laranja, sopa, gelatina e picolés de fruta.
Em casos de pioras, o ideal é levar ao pronto-socorro para alguma medida de hidratação venosa.
Desidratação na gravidez
Durante a gravidez, a mulher pode sentir sede intensa, pele seca e até tonturas, o que é sinal de desidratação. Isso ocorre porque há um “superaquecimento” nos sistema da mãe, que trabalham em dobro por ela e pelo bebê.
É necessário beber de 8 a 10 copos de água por dia, tanto pela saúde da mãe quanto pela do bebê, para evitar esse “superaquecimento”. Deve-se evitar também produtos com cafeína, pois é uma substância que aumenta a quantidade de urina e isso pode levar à desidratação.
Exercícios físicos também devem ser de nível moderado, nada em excesso, para não haver transpiração exagerada.




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